sábado, 1 de agosto de 2009

Oyá mãe generosa e protetora do axé



Oyá senhora dos ventos, mãe dos nove filhos, senhora das tardes e terceiro orixá de minha cabeça, e no comando da casa. São muitos os adjetivos dados a rainha da Nigéria. Oyá Ilumina o céu na tarde escura, Ressoa seu assovio terrível: Vento da morte na tarde de chuva, Vento que destelha a casa do traidor, Que deixa a chuva inundar a cidade, Que destroi, Que mata.
Ilumina o céu na tarde escura, Brisa benfazeja que afasta as nuvens negras: Vento da vida na tarde de sol, Vento que afasta a escuridão, Que devolve a luz ao dia, Que encanta, Que brilha. O sacerdote de Egun Ojé cultua e cumprimenta Oyá. A morte vai embora suavemente quando o Ojé cultua Iansã.

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Oxum senhora da Casa



A senhora da Casa e segundo Orixá de minha cabeça, Oxum Generosa e digna, é a rainha das águas e de todos os rios. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ìyálóòdè. É dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino. Oxum é o poder do nascimento dentro do candomblé, já que quando uma pessoa se inicia está nascendo, ou seja, a ialorixá ou o babalorixá estão gerando um novo filho. A quem diga que oxum foi a primeira ialorixá. A principal fase da iniciação no Candomblé é quando o neófito recebe o oxu, tornado-se adoxu, ou seja, 'aquele que possui oxu'. Oxum senhora da coqueteria, dengosa tem um papel muito importante na regência do axé Ajagunan. Oxum quem acolhe, quem cria e que nina os filhos deste axé. Oxum Brinca com seu braceletes; Colhe e acolhe segredos; Cava e encava cobre na areia, axé.

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Orixás patronos da Casa

O orixá patrono do Ilè Ajagunan Axé Odò ti Fádaká é Oxaguiã, orixá da contradiçao básica de todo ser: igual na essência mas diferente na aparência. Superar essa guerra e viver em comunhão é o grande desafio colocado por Oxaguiã; a humanidade, raramente consegue superá-lo. Essa contradição básica torna-se patente quando se observam os instrumentos que o orixá carrega em suas mãos: de um lado, a espada; do outro, a mão de pilão, a guerra pela comunhão. Oxaguian luta para que todos estejam unidos em torno de um mesmo ideal, para que se trave o diálogo, para que o respeito às diferenças possa prevalecer e a paz, por conseguinte, seja a bandeira de todos os homens.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Meu Iniciador Bàbálòrixá Euclides M. Ferreira (Talabyian)



Nascido em 30 de julho de 1937 na Rua Rio Branco, nº 830, em São Luís do Maranhão. Foi iniciado no Tambor-de-Mina da Nação Fanthi-Ashanthi pela Iyálórixá Maria Pia dos santos Lago (Akò Vonunkó) em dezembro de 1950 no Terreiro do Egito (Ilè Nyame) fundado pela Iyálòrixá Masinokou Alapong (Basilia Sofia), africana natural do Cumassi Costa do Ouro, atual Republica de Gana. Com a perda de sua mãe- de- santo Maria pia no dia 26 de abril de 1966, terminou passando por outros axés da nação Jeje mahin e Nagô Egbá em 1976, no Recife-PE, pelas mãos do Bàbálòrixá Severino Ramos Martiniano da Silva (Odé Akuéran), Iyálòrixá Maria das Dores da Silva (Talabydèin) auxiliados por Manoel do Nascimento Costa (Faran Ogunté) implantando assim o Candomblé na Casa Fanthi-Ashanthi em 29 de setembro de 1980. Pai Euclides tem contribuido com o papel de destaque que queremos oferecer à religiosidade afro-maranhese, seja auxiliando o trabalho de diversos pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, seja dando forma a suas idéias.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Minha iniciação no candomblé Jeje-Nagô



Bàbálorixá André Gonçalves Oliveira (Ofúniràn Aládètó), de Oxaguian, nascido em 20 de Maio de 1976 na Maternidade Santa Isabel na cidade de João Pessoa - PB. Fui iniciado no Candomblé na Nação Jeje-Nagô em 02 de Maio de 1998 pelo Bàbálorixá Euclides Menezes Ferreira (Talabyian Fésunkisé), Sacerdote fundador do ILÈ FANTHI-ASHANTI, de São Luis - MA inaugurado em 01 de Janeiro de 1958. Exerço meu sacerdócio no ILÈ AJAGUNAN AXÉ ÒDÒ TI FÁDÁKÁ, inaugurado em 18 de Abril de 2005 em João Pessoa - PB.No decorrer de minha vida religiosa passei pelos axés de Nação Ketú, onde recebi com anuência do meu Bàbálòrixá, meu Oyè (Deká), pelas mãos da Iyálorixá Lúcia Oliveira (Oxum Omidèwá) do AXÉ OPÓ AFONJÁ. Minha ancestralidade mítica começa na Cidade africana de Cumassi - Costa do Ouro, atual Republica de Gana onde nasceu Massinokou Alapong minha bisavó, trazida para o Brasil como escrava onde recebeu o nome de Basilia Sofia mais conhecida como Inhã-bá, fundadora do Terreiro do Egito (Ilè Nyame) em 1864 da nação Fanthi-Ashanthi que se denominou em São Luis - MA Tambor de Mina. Após seu falecimento sua sucessora a Vodunsi Hunsídahou Maria Pia dos Santos Lago (Iràé Akou Vonunkó) minha avó, permaneceu na liderança desta casa onde foi iniciado meu Bàbálòrixá Pai Euclides. Dando prosseguimento à sua vida espiritual, Pai Euclides, após o falecimento de Iràé Akou, tira seu Vumbi pelas mãos do Bàbálòrixá Severino Ramos Martiniano da Silva (Odé Akueran) da nação Jeje-Mahi e a Iyálòrixá Maria das Dores da Silva (Talabyi Deyin) da nação Nagô-Egbá, em Recife - PE. Implantando assim, Pai Euclides, a primeira casa de candomblé do Maranhão. Até hoje, em seu jubileu de ouro a Casa de Fanthi difunde os dois ritos. Hoje, no meu Ilè Axé, exerço o Candomblé de nação Ketú porém, com elementos da tradição onde fui iniciado.

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Casa Fanthi-Ashanthi minha raiz


O terreiro, Tenda São Jorge Jardim de Oeira da Nação Fanthi-Ashanthi, foi inaugurado no dia 01 de Janeiro de 1958 no sítio do Igapara às margens do rio bacanga em um lugarejo de São Luis, posteriormente a Casa Fanthi-Ashanthi transferiu-se para a Rua Militar, nº 1158, no bairro do Cruzeiro do Anil em São Luis-MA, no dia 01 de Janeiro de 1964, onde permanece até os dias atuais, um local estratégico e facil de se chegar.
Não somente como pioneiro a implantar o candomblé no estado do Maranhão, precisamente em São Luis, mas também como cultuador do tradicional Tambor-de-Mina e outros ritos, se mantendo bastante coerente no trato das questões religiosas considerando com muito cuidadoas práticas que a casa difunde, para que não haja choque entre a ancestralidade e a comunidade.

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